Quem sou eu

Rio de Janeiro, RJ, Brazil

quarta-feira, 29 de junho de 2011

INTUIÇÃO: UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL


          Aprendi a dar ouvido à intuição muito cedo na vida. Isso pode acontecer quando se está diante de muitos perigos ou de muitas escolhas e completamente só para decidir que caminho seguir. Quando mais escutei a minha intuição não havia ninguém para me orientar ou sequer para escutar as minhas dúvidas. Só podia confiar no que o meu coração me dizia.  
          Segundo OSHO, ela é inata e “... funciona como um salto quântico.      Ela não tem um procedimento metodológico, simplesmente vê coisas. Ela tem olhos para ver.” (livro INTUIÇÃO, Saber além da lógica, Osho)
          Assim, descobri nos piores momentos que a maior eficiência na vida é ir rebatendo as bolas conforme o destino as joga, sem deixá-las cair. E que não adianta ficar se comparando com outros. Talvez eles tenham rebatido melhor, mas as condições em que o fizeram eram melhores também ou, ao menos, diferentes das suas.
          Uma constante em nossa vida é a existência de pessoas próximas ou não dizendo que você não está fazendo o seu melhor ou que ela faria ou fez diferente e que você está errada. Talvez elas tenham razão em um aspecto ou outro, mas o que jamais você se perdoará é de não ter seguido o seu coração.
          Daí a importância de aprender a seguir a sua intuição desde cedo, pois ela é quem lhe dará aquela luz no fim do túnel a ser seguida, um verdadeiro lampejo repentino na escuridão total. Para mim, essa “lâmpada” que se acende subitamente, aquela idéia que vem lá de dentro subitamente e sem que a estejamos esperando é como um sussurro de Deus aos nossos corações.
          Mais um pouquinho de INTUIÇÃO, do falecido místico Osho, para vocês:

          “Quando o corpo funciona espontaneamente, isso é chamado de instinto. Quando a alma funciona espontaneamente, isso é chamado de intuição. Instinto e intuição se parecem e, ainda assim, uma grande distância os separa. O instinto é do corpo – o denso; e a intuição é da alma – o sutil. E entre os dois está a mente, a especialista, que nunca funciona espontaneamente. Mente significa conhecimento. O conhecimento nunca poderá ser espontâneo. O instinto é mais profundo do que o intelecto e a intuição é superior ao intelecto. Ambos estão além do intelecto, e ambos são bons.”

          “E a intuição é algo além do intelecto, algo que não faz parte do intelecto, algo que vem de algum lugar onde o intelecto é totalmente inconsciente. Assim, o intelecto pode sentir a intuição, mas não pode explicá-la.”

          “A intuição é um campo de ocorrência diferente, que não se relaciona ao intelecto de maneira nenhuma, embora possa penetrar o intelecto. Deve-se entender que uma realidade superior pode penetrar uma realidade inferior, mas  a inferior não consegue penetrar a superior. Assim, a intuição pode penetrar o intelecto porque ela é superior, mas o intelecto não pode penetrar a intuição porque ele é inferior.”

          “Não existe uma explicação do superior para o inferior, porque os próprios termos da explicação não existem ali; eles não fazem sentido. Mas o intelecto pode sentir a lacuna, pode reconhecer a lacuna. Ele sente que “aconteceu algo que está além de mim”.

          “Mas o intelecto também pode rejeitar o que aconteceu. É isso que significa ter fé ou não ter fé.”

          “A mente racional se fecha, encerrada dentro dos limites da razão, e a intuição não pode penetrar.
          No entanto, você pode usar o intelecto sem ser fechado. Então, pode usar a razão como um instrumento, permanecendo aberto. Você está receptivo ao superior; se algo acontecer, estará receptivo. Então, poderá usar o seu intelecto como um auxiliar. Ele observa que ‘aconteceu algo que está além de mim’. Ele pode ajudar você a entender essa lacuna.”

(trechos extraídos do livro INTUIÇÃO, O Saber Além da Lógica, de Osho, Ed. Cultrix).
                    

           


quarta-feira, 22 de junho de 2011

PÉSSIMO HÁBITO

         
      A mulher de hoje oscila entre suas paixões e não sabe mais o que quer. Na verdade quer tudo ao mesmo tempo agora. Quer trabalhar e ser bem sucedida. Mas também quer ser mãe, ter tempo para se cuidar, para estudar, para ser mulher e para não fazer nada. Tanto querer estressa. Queria não querer tanto!
          Ao mesmo tempo, temos tantas oportunidades! As escolhas se multiplicaram por mil. Vamos tateando aqui e ali, tentando vislumbrar por qual caminho seguir. Talvez uma vida não seja suficiente para tanto! Às vezes, surpreendo-me pensando obsessivamente sobre o que fazer a seguir, qual o próximo passo. Faço o contrário do que os livros de auto-ajuda recomendam para evitar a ansiedade, pois somente penso no que virá e elimino o tempo presente.
          Hoje estive folheando diversos álbuns de fotografias antigas. As crianças ainda pequeninas, as festas de Natal e aniversário, meu noivado, eu e meu marido ainda namorados. De repente, dei-me conta de quantos momentos felizes eu já vivi e ainda vivo, de como sou abençoada em quase todos os setores de minha vida. Lembrei-me que nada é necessário para que possamos aproveitar a vida, apenas o estar satisfeita de estar na própria pele. Acostumamo-nos a nos sentir infelizes por tudo e por nada e até o nosso rosto se esquece de como é dar um sorriso de plena  felicidade. Apenas por hábito.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O QUE DIZER A UMA GRÁVIDA

                                                         
          Se eu tivesse que dizer a uma grávida o que ela somente saberia quando seu rebento nascesse, eu teria muito a lhe dizer.
          Eu lhe diria, em primeiro lugar, para aproveitar bastante a gravidez, enquanto o tempo só pertence a ela mesma e não precisa ser repartido. Porque nunca mais ela será dona de seu próprio tempo. Até mesmo suas aspirações mudarão em função do novo serzinho que cresce dentro de si. Lembro-me de que, quando tive meu primeiro filho, dei-me conta de quanto tempo eu desperdiçava antes de ser mãe sem nada a fazer. Mas foi quando nasceu meu segundo filho que percebi quanto tempo eu possuía quando tinha um só deles. O tempo se esvai por entre nossas mãos após a maternidade.
          Eu lhe diria para acostumar-se o quanto antes com o fato de que, muitas vezes, a reta é uma curva. Aliás, quando se é mãe, essa exceção se torna uma regra, já que nada sai como é planejado e, para atingir-se algum objetivo, é preciso antes equilibrar mil fatores e acontecimentos. Então, quem é extremamente controladora, prepare-se: vai sofrer. Quando se tem filhos, o acaso é quem manda, dele somos reféns. Mas saber que será assim de antemão dará à gestante a chance de se acostumar com essa idéia e de ir treinando a flexibilidade.
           Não menos importante seria dizer-lhe que tudo o que doer em seu filho, doerá o quíntuplo em si mesma. Talvez faça parte da própria natureza humana essa característica, para que possamos proteger melhor os nossos filhos durante sua longa infância. Por isso, tudo vai bem quando eles estão bem.
           Esqueça a espontaneidade máxima, pois você poderá machucar, e muito, o seu filho. Não dá para rir em momentos inapropriados, muito menos chorar descontroladamente ou a qualquer hora na frente deles. Vai ser natural conter-se um pouco e talvez esse adestramento da expressão até lhe caia bem.         
          Mas eu lhe diria também que cada dia será único e que não haverá tédio. Você vai rir e chorar nos momentos mais esdrúxulos. E que, quando estiver triste, receberá beijos e abraços doces e compreensivos. E que poderá, em alguns momentos, ser chata e mal humorada e, até mesmo, cometer grandes erros, mas haverá perdão. E que os seus planos de vida não terão graça se não os incluir ou possibilitar uma convivência rica e diária.
          Para mim, ter filhos é beber na fonte da juventude, é ter sempre forças que não julgávamos existir para seguir em frente lutando, se não por mim, ao menos por eles. Por eles, eu faço ou desfaço o que for, eu me torno outra pessoa. Mudo de endereço, de profissão e até de valores! As crianças são “a” revolução, sem elas o mundo se estagnaria. Elas sequer precisam lutar pelas mudanças: basta nascerem.
          Por isso, antes de tudo, eu lhe diria:
          - Grávida, tu és abençoada, que chance única Deus te dá para que te tornes tu mesma!
         

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A BELEZA DO INACABADO

   
       Sou uma pessoa que luta, atualmente, contra o extremo perfeccionismo que me é peculiar. Sempre quis ir até o final de tudo, ver o fundo do poço, constatar que não sobrou mais nada a ser melhorado, como se abandonar um caminho pela metade fosse sinal de fracasso ou fazer as coisas como é possível naquele momento significasse ineficiência ou, pior, desleixo.
         Tenho aprendido, no entanto, que o inacabado também tem sua beleza. Às vezes, o importante é simplesmente a viver a nova experiência e acrescentar novos conhecimentos que, sem ela, seria impossível vivenciar. E que a vida está sempre reinventando-se, renovando-se. Tudo se move para alguma direção, mesmo que não queiramos. Algumas coisas precisam ser esgotadas, outras não. Isso vale para tudo na vida: se continuamos eternamente numa terapia, se vale a pena experimentar uma nova faculdade só para ter certeza do que se trata exatamente, se os seus relacionamentos precisam ter um fim definido, se vale a pena investir tempo e energia para resolver um certo problema... Osho já dizia:

          "Deixe que as coisas caiam; não as faça cair. Deixe que a atividade desapareça; não force o seu desaparecimento - pois o próprio esforço para forçar seu desaparecimento é atividade sob outro aspecto. Observe, mantenha-se alerta, consciente, e você deparará um fenômeno milagroso: quando algo cai por si mesmo, por livre e espontânea vontade, não deixa nenhum vestígio em você." (livro CRIATIVIDADE, do Osho, pág. 28)

           A seguir, uma parábola zen-budista para ilustrar a beleza do inacabado:

         "Um rei procurou um mestre zen para aprender jardinagem. O mestre o instruiu durante três anos - e o rei tinha um grande, belo jardim - milhares de jardineiros trabalhavam lá - e, tudo o que o mestre dizia, o rei ia e experimentava no seu jardim. Depois de três anos, o jardim ficou pronto, e o rei convidou o mestre para ir ver o jardim. Aliás, o rei estava muito nervoso, pois o mestre era rigoroso: "Ele gostará do jardim?" - isso ia ser uma espécie de teste - "Será que ele dirá: 'Sim, você assimilou minhas lições?'"
          Todos os cuidados foram providenciados. O jardim ficou comovedoramente perfeito, sem que nada lhe faltasse. Somente então o rei trouxe o mestre para vê-lo. Mas o mestre ficou triste assim que viu o jardim. Ele olhou aqui e ali, moveu-se de um lado para o outro, e foi ficando cada vez mais sério: 'Por que ele parece triste? Há algo tão errado assim?
          E o mestre não parava de menear a cabeça e dizer a si mesmo: 'Não'.
          Então, o rei perguntou-lhe: - Qual o problema, mestre? Que há de errado? Por que você não fala nada? Você está ficando muito sério e triste, e não pára de abanar a cabeça. Por quê? Que há de errado? Não vejo nada errado. Tudo isto é o que você me tem ensinado e o que eu tenho posto em prática no jardim.
          - Ele está tão bem-acabado, que está morto. Está muito completo - é por isso que estou meneando a cabeça e dizendo não. Onde estão as folhas mortas? Onde estão as folhas secas? Não vejo uma folha seca sequer! - disse o mestre. - Todas as folhas secas tinham sido recolhidas - nas alamedas não havia folhas secas; nas árvores não havia folhas secas, nenhuma folha velha que se houvesse amarelado.- Onde estão essas folhas?
          O rei respondeu: - Eu disse a meus jardineiros que removessem todas, que o tornassem tão perfeito quanto possível.
          - É por isso que ele parece tão sem graça, tão artificial. As coisas de Deus jamais são acabadas - tornou o mestre. E saiu, saiu do jardim do qual todas as folhas secas haviam sido recolhidas. E voltou trazendo algumas folhas secas num balde, lançou-as ao vento, e o vento as apanhou e começou a brincar com as folhas secas e espalhá-las pelas veredas. E o mestre rejubilou-se com isso. E disse: - Veja agora, como ele parece vivo! - E uma melodia natural impregnou o ambiente com as folhas secas - a melodia das folhas secas, do vento a brincar com elas.
          Agora o jardim sussurrava; antes disso, parecia sem vida, morto como o ambiente de um cemitério. Seu silêncio não tinha vida." (CRIATIVIDADE, Osho, pág.99/100).


sexta-feira, 17 de junho de 2011

ESMALTES: FEBRE NO RIO

       
           Hoje estou me sentindo bem melhor, depois de saber que o menino Gabriel - do qual eu falei aqui - está se recuperando aos poucos.
        Então, vamos falar de algo que se tornou indispensável para a mulher carioca e, quiçá, brasileira: esmaltes.
        Quando eu falo de esmaltes, eu não estou falando de apenas fazer as unhas TODAS as semanas como sempre a mulher brasileira faz questão de fazer. Estou falando da febre que as acometeu e que virou assunto em todos os meios de comunicação e que fazem com que entremos numa farmácia e irmos direto às prateleiras de esmaltes para comprarmos um monte deles. Pra quê? Ora, pra ter, que pergunta boba! Para passar uma ou, no máximo, duas vezes e esquecê-los para poder passar os próximos que compramos! Isso é que é consumismo, o resto é brincadeira. Os esmaltes, com seus precinhos camaradas e cores sempre novas, nos atraem como imãs e eu juro pra mim mesma que não vou comprar mais deles. Mas, quando eu vejo, já estou com dois ou três no caixa para pagar. E o pior: sempre me esqueço de levá-los para o salão e acabo passando o mesmo, só que da manicure!
        Agora, a minha nova mania é entrar no salão e ver o que estão passando e pedir uma unha igual. Gente, é inveja boa, tá, não é para secar a unha da pessoa.
        Só tem um problema: eu não gosto muito de ir sempre ao salão e, muitas vezes, a mulher moderna não tem tempo para isso. Então, eu lanço mão de alguns truquezinhos para que as unhas durem bonitas durante DUAS SEMANAS! É isso mesmo que você leu, duas semanas. É claro que, se você costuma lavar louças ou roupa na mão, bem como abrir aquele brinquedo do seu filho na unha, vai ser difícil de durar sequer dois dias, mas, se você for uma pessoa razoavelmente cuidadosa, vai durar. Anote aí:


DICAS PARA AUMENTAR A DURAÇÃO DO ESMALTE
1) Passe sempre uma base fortificante para que a unha demore mais a lascar;
2) Não deixe a unha muito grande;
3) Não tire a pontinha do esmalte: já fica com cara de velho ao sair do salão;
4) Reforce depois do esmalte com um extrabrilho, para que ele demore a ficar fosco e, consequentemente, com a aparência de velho;
5) Agora, o pulo do gato: use um spray secante, ao invés do óleo secante. Eu uso um da Aspa. Quando você colocar, não se assuste se parecer que o esmalte ficou fosco, pois quando secar e se você tiver passado o extrabrilho, volta a ficar muito brilhante. Existem até sprays pequenos, ideais para carregar na bolsa.
6) Após uma semana, pode ser que a unha tenha lascado ou tenha lascado o próprio esmalte. Não se amofine. Corte um pouquinho a unha ou então passe o esmalte só onde lascou. Ninguém vai reparar, só se você falar que o esmalte já está velho.


A LISTA DOS MEUS ESMALTES PREDILETOS:

- Purple Sky, AREZZO;
- Glamour Pink, Colorama;
- Grão de Café, Risqué;
- Carmim, Risqué;
- Galáxia, Colorama;
- Rosa Perolado, Avon;
- Marinho, Colorama;
Carmuça, Colorama + Citrino Nude, Risquéa;
- Universo, Colorama;
- Catherine, Impala.

     Vale a pena olhar no site da Arezzo as cores novas de esmalte, que são enlouquecedoras. Amo!
                 
   Amo também os esmaltes da Chanel, mas infelizmente são muito carooooosss! 
                                                


segunda-feira, 13 de junho de 2011

FORÇA, GABRIEL!

     Galera, não tenho postado muito aqui no blog desde a semana passada, porque ainda estou muito abalada com o atropelamento de Gabriel, um adolescente de treze anos, filho de uma amiga e muito próximo de minha família que está internado no CTI pediátrico de um hospital no Rio de Janeiro. Todos os conhecidos e amigos dele e de sua família estão em um momento de oração e torcida para que ele possa se recuperar prontamente.
     Transcrevo aqui uma reflexão do OSHO sobre essa tristeza incontrolável que me invadiu:

     "Quando triste, fique realmente triste, mergulhe na tristeza. O que mais você pode fazer? A tristeza é necessária. Ela é muito relaxante, uma noite escura que o envolve. Adormeça com ela, aceite-a e perceberá que, no momento em que aceita a tristeza, ela começa a ficar bela. (...)
     A tristeza dá profundidade, a felicidade dá elevação. A tristeza dá raízes, a felicidade dá ramos. A felicidade é como uma árvore dirigindo-se ao céu, e a tristeza é como as raízes dirigindo-se ao útero da terra. Ambas são necessárias, e quanto mais alto a árvore for, mais fundo ela irá, simultaneamente. Quanto maior a árvore, maiores serão suas raízes. Na verdade, sempre há proporção. Esse é o seu equilíbrio.
     Você não pode trazer o equilíbrio. O equilíbrio que você traz não tem utilidade, será reforçado. O equilíbrio vem espontanemente; ele já existe. (....)"   (Livro OSHO TODOS OS DIAS).
    

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Como educar crianças da forma chinesa

     Hoje, vou comentar um livro que eu li quase que em uma sentada só, em virtude da fluidez e facilidade da leitura e de que eu gostei bastante, pois dá o que pensar. Trata-se de "GRITO DE GUERRA DA MÃE-TIGRE", um livro que "Era para ser uma história de como os pais chineses são educadores mais competentes que os pais ocidentais. Em vez disso, narra um amargo choque entre culturas, um sabor fugaz de glória e a forma como fui humilhada por uma menina de treze anos".

                                                     
                                                                 Capa do livro Grito de guerra da Mãe-Tigre
                                                                                       

     Eu já tinha lido sobre ele, se não me engano na Veja (corrijam-me se eu estiver errada) e fiquei muito curiosa, mas ainda não tinha sido lançado aqui no Brasil. Bem, assim que o vi nas prateleiras, comprei-o e não me arrependi.
    Lá vai uma parte da descrição do livro:
   
    "Grito de guerra da mãe-tigre é a história incontestavelmente honesta, muitas vezes engraçada e sempre instigante de uma mãe radical. Por se opor de maneira drástica à indulgência dos pais ocidentais, Amy Chua tomou a decisão de crias as filhas Sophia e Lulu à moda chinesa.
     Todos os pais querem fazer o que é melhor para seus filhos. E Amy Chua não é diferente; ela, porém, mostra que os chineses têm uma idéia completamente diversa de como fazer isso. Os pais do Ocidente tentam respeitar a individualidade dos filhos, incentivando-os a perseguir suas paixões verdadeiras e propiciando-lhes um ambiente educativo. Os chineses, no entanto, consideram que a melhor maneira de proteger os filhos é prepará-los para o futuro e muni-los de habilidades, disciplina rígida de trabalho e autoconfiança.
     As mães-tigres veem a infância como um período de treinamento. Para Sophia e Lulu, isso significa aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio em matemática e duas ou três horas diárias de estudo de seus instrumentos musicais (sem folga nas férias, e com sessões duplas nos fins de semana). Os resultados são indiscutíveis: ambas são alunas excepcionais; Lulu ganhou um prêmio estadual para prodígios do violino e Sophia se apresentou no Carnegie Hall aos quatorze anos.
     Entretanto, o preço dessas conquistas é muito alto. Amy, por exemplo, ameaçou queimar os bichos de pelúcia de Sophia durante um ensaio árduo, e seus confrontos de toda sorte com a teimosa Lulu começaram quando ela tinha três anos, e, desde então, apenas se intensificaram. No entanto, Amy também exige muito de si mesma, e a profundidade de seu amor por elas é visível nos sacrifícios que faz - e no empenho de muito tempo e energia, no sofrimento e na dor que ela se dispõe a suportar."

    Agora, prestem atenção em como a mãe-tigre educa seus filhos:

    "Diferentemente da típica mãe ocidental, a mãe chinesa acredita que:
    1 - os deveres escolares são sempre prioritários;
    2 - um A-menos é uma nota ruim;
    3 - seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
    4 - os filhos jamais devem ser elogiados em público;
    5 - se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome o partido do professor ou do treinador;
    6 - as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
    7 - essa medalha deve ser de ouro."

    Dureza, hein? Para mim, o certo é o equilíbrio, a mistura dos modelos educacionais ocidentais e orientais. Mas, vale a pena ler o livro para tirarem suas próprias conclusões.

              
                                 Amy Chua, com suas filhas Lulu (com o violino) e Sophia (ao piano)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobre o ato de escrever

     A partir de hoje, o blog mudará o seu nome de Mulher Moderna, que já havia muitos, para Antenada. Inclusive registrei o domínio antenada.com para facilitar o acesso. Vamos ver se vai funcionar.
     A parte de comentários já foi regularizada. Não se contenham e entrem em contato!
     Continuo familiarizando-me com as ferramentas do blogger e, em breve, colocarei páginas extras com listas de minhas coisas preferidas (que podem ser as suas ou não e podem servir de dicas para vocês) e com cardápios para o facilitar o dia-a-dia, sem precisar pensar diariamente em que o vai cozinhar ou o que vai pedir para a empregada fazer.
     Enquanto isso, segue uma poesia linda sobre o que é o ato de escrever para mim:

 
Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
                             
Fernando Pessoa

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Usar botas no Rio

    
     Hoje é dia de papo calcinha, com seus temas bem femininos. E o tema de hoje não poderia deixar de ser importantíssimo e extremamente relevante: quando devo usar botas na cidade maravilhosa sem pagar mico? (rsrsrsrsrsrsrsrsrs)
     Outro dia, li em algum lugar que só se deve usar botas no Rio de Janeiro se o tempo estiver chuvoso, pois se não não fica bem. Mas veja só: o tempo no Rio é sempre instável. De manhã, desenterramos as nossas botas do armário porque está caindo um pé d'água e, na hora do almoço, abre o maior sol. Pouco tempo depois, já está chuviscando de novo para, ao final da tarde, abrir o céu de novo. Resumo: quer usar botas no outono e no inverno, vá em frente. Se for ficar pensando no mico, jamais sairá no Rio de casaco ou de botas. Tenha personalidade! Vá como quiser!
     E nas outras cidades, será que as mulheres também se preocupam em pagar mico com botas? Bem, aqui no Rio de Janeiro, as mulheres saem sempre decotadas, de minissaia ou de sandálias abertas, não importa a temperatura. Podem estar tremendo de frio e esfregando os braços e pernas, mas jamais admitem estar sentindo frio. Pensando bem, acho que as cariocas são escravas da moda e não admitem!
     Quais são as botas preferidas de vocês? Eu gosto muito de conforto e gosto de usar uma baixinha de salto e ponta quadrados com a calça cobrindo ou uma boa bota de montaria com legging ou calça jeans hiperjusta. Mas a variedade de botas de todos os tipos e cores que existem hoje enlouquecem qualquer mulher!
     

                
                
                                    
          
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